12.3.05

Berkélio

Elemento número 97 da tabela periódica, da família dos Actinídios ou elementos raros, o quinto elemento transuraniano, não existente na Terra em forma natural. Produzido artificialmente pela primeira vez em 1949 no ciclotrão da University of California at Berkeley (também o local onde nasceu o ciclotrão). Elemento radiactivo, com uma semi-vida entre as 3 horas e 1380 anos, consoante os isótopos.
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Reciclagem

KDick hunting

1931 Dwight Way, onde Philip K. Dick viveu no final dos anos 40.

Palavras de ordem IV e V

Estas, ambas em T-shirts à venda na Telegraph, complementam-se:

SLOW THINKERS STAY ON THE RIGHT

I THINK, THEREFORE I AM... A DEMOCRAT!

Esquilos

São ariscos, mas não é difícil encontrá-los, particularmente no campus.

Por que é que os painéis estão mais brancos?

A resposta está aqui.

11.3.05

Matrículas personalizadas XIII

I ♥ YPS

Palavras de ordem III


Mote de uma loja de roupa da Telegraph.

O peso do saber? Esmagador!

Algumas fotos da biblioteca principal (Gardner main stacks). Outras virão.
A título de informação, as bibliotecas de Berkeley contam com cerca de 9 milhões de títulos, dos quais 5 milhões nas principais (Gardner, Doe e Moffit). É o 4.º maior acervo dos Estados Unidos, depois da Library of Congress, da de Harvard e da de Yale.
Os main stacks ocupam 4 andares subterrâneos, totalmente acessíveis desde que se possua o cartão.

10.3.05

Sproul


A Sproul Plaza vista de dentro para fora, a partir do Sather Gate.
Sempre muito movimentada, particularmente à hora de almoço; o local onde todo o tipo de associações de estudantes se manifesta e tenta angariar fundos.

Faça-se luz!


Uma das clarabóias da biblioteca principal, mesmo por cima da mesa onde tenho passado mais tempo.

Palavras de ordem I e II

Dois stickers, um só automóvel...

O primeiro talvez precise de explicação. SUV significa «Sports Utility Vehicle», uma categoria que abrange tanto os «Todo o Terreno» (vulgo jeeps) quanto os monovolumes, desde que com um eixo elevado, quase à altura dos TT. São, e isso está provado, uma forma de aumentar a segurança dos passageiros à custa da segurança e da visibilidade do resto dos condutores. Acrescente-se o típico americano que conduz um SUV e o sticker fica explicado.
O segundo fala por si...

9.3.05

Matrículas personalizadas XII

HUP AJAX

Sinceridade

A Telegraph está sempre cheia de pedintes, ou pelo menos velhos hippies «just hangin' out» que de vez em quando pedem uns trocos. De resto são inofensivos (tirando o tipo furioso que na segunda-feira, logo depois de passar por mim, pega numa lata de lixo e a atira para a estrada, obrigando um carro a fazer uma travagem brusca).
Hoje à hora de almoço encontrei dois que tinham uma placazinha escrita a giz colorido explicando porque andavam a pedir. Conservo as maiúsculas.

Um deles, sentado no chão:
«TRYING TO GET A LITTLE DRUNK! ANYTHING HELPS!»

O outro, um quarteirão abaixo, semi-adormecido na cadeira de rodas (ou pelo menos assim parecia, escondido que estava atrás de uns óculos escuros espelhados), merece o primeiro prémio:
«NEED MONEY TO BUY MARIJUANA»

1 Comentários:

At 12:40 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

ah ah ah, faz lembrar o pedinte cego que bate todas as carruagens do metro de lisboa. Este tipo deve ter uns 20 anos e insulta os passageiros do metro, rematando com um "má sorte ter nascido cego".

 

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American jokes I e II

- What's the difference between a porcupine and a Porsche?
- ???
- In the Porsche the pricks are inside.


A chicken and an egg are laying next to each other, and the chicken is smoking a cigarette. So the egg says:
- Now I know the answer to THAT question!

8.3.05

Matrículas personalizadas VIII a XI

SMPLGET

MBILL1

IWILROKU

ALL4JAN

Nem tudo é paradisíaco

Hoje à tarde, talvez o primeiro grande choque cultural, em dose dupla.
Primeiro, ao descobrir que receber chamadas no telemóvel implica uma cobrança, tal como se fosse eu a ligar. As chamadas, sejam em plano de assinatura ou (caso quase raro) em crédito pré-pago, são tarifadas de acordo com aquilo a que chamam «airtime», sendo simultaneamente cobrado quem liga e quem recebe. Se acrescentarmos que às chamadas de longa distância e internacionais é cobrada uma taxa extra, chegamos à absurda situação de --- me ligar de Portugal (digamos, por 35 cêntimos por minuto) e de eu estar a ser cobrado, pela mesmíssima chamada, a 1 dólar por minuto. Desanimador.
Depois disso, a primeira lavagem de roupa. Todos conhecem a imagem da lavandaria à moeda, mas não há nada como ter a experiência em primeira mão. É certo que uma máquina de lavar pode custar quase o dobro nos Estados Unidos (nem vale a pena imaginar quanto será um combinado para lavar e secar, que em Portugal custa pouco mais de 100 contos), mas será que ninguém ainda fez as contas ao tempo de amortização de uma máquina de lavar, mesmo contando com o aumento na despesa de electricidade? É que aqui tudo é a pagar: detergente, 50 cêntimos (a não ser que se traga de casa); uma máquina de roupa, $1,75 (convém fazer duas máquinas, uma de roupa branca outra de cor, pois as secadoras têm o dobro da capacidade); cada 8 minutos de secadora, 50 cêntimos (e vai ser preciso pelo menos 2 a 3 períodos de 8 minutos, caso contrário a roupa vem ainda húmida). Total (estimando uma máquina de branca e outra de cor): 6 dólares. Convém trazer qualquer coisa para ler, pois a lavagem dura 27 minutos (vamos presumir que as duas máquinas são postas a lavar em simultâneo) e a secagem, com a média de 3x8 minutos, dura 24. Acrescente-se o tempo de passar a roupa de uma para a outra máquina e o de rearrumar a roupa, e depressa se passa uma hora.
O mais deprimente é o ar baço e velho que todas estas lojas têm, do chão às próprias máquinas. Não se trata de sujidade, como é óbvio, mas daquele tom usado que depressa devem adquirir. Creme, mas na verdade cinzento.

Éden





Só para fazer inveja, algumas fotos do campus.

Um par perfeito


7.3.05

I ♥ Powerpoint


Primeiro grande acontecimento da temporada: conferência de David Byrne, intitulada «I ♥ Powerpoint», num dos auditórios do Dwinelle Hall.
Valeu a pena esperar mais de uma hora pelo bilhete de admissão. Mesmo ficando com um dos últimos lugares disponíveis (a lotação era de 300 e a fila dava meia volta ao edifício do Dwinelle Hall), consegui ficar na bastante à frente, apesar de quase encostado a uma das paredes laterais.

David Byrne é um dos poucos artistas actuais que usa o Powerpoint como meio artístico, tendo sido nessa qualidade convidado para um dos colóquios mensais sobre «Art, Technology and Culture» do Center for New Media de Berkeley (em Fevereiro esteve o Gilberto Gil). É tarefa complicada transmitir a animação da conferência, que foi antecedida por uma série de apresentações/peças de Byrne, mas é possível dar algumas notas rápidas (bullet points, como se diz em «powerpointês», o que de resto foi um dos temas em conversa).
Antes de mais, e já o host o tinha mencionado, a história do Powerpoint está intimamente ligada à Bay Area e a Berkeley. O seu criador mais remoto foi Whitfield Diffie, um hippie (ou melhor, hipnik) que se doutorou em Berkeley, também conhecido pela co-autoria de um sistema de criptografia de chave pública, e o programa - então apenas para o MacIntosh - foi inicialmente concebido para imprimir, exclusivamente a preto e branco, acetatos para o meio que viria a devorar - o retroprojector. Bob Gaskins (mais um doutorado pela UCB) e Dennis Austin levaram a ideia mais longe, tomando uma forma já semelhante à que hoje conhecemos. O nome transporta, de resto, algo do lema dos sixties: de «power to the people» a «powerpoint» (cf. «Powerpoint to the people»), se bem que duvido que seja esse o significado dos 30 milhões de apresentações que são feitas diariamente no mundo, de empresas a sermões em igrejas.
Informação trivial à parte, a conferência foi hilariante, repleta de exemplos da forma de raciocinar que é imposta pelo Powerpoint. Falou-se de Neal Stephenson, de McLuhan e do teatro japonês a propósito das imposições deste meio quente e de baixa resolução, e houve inclusive tempo para ver uma apresentação que Byrne recebeu de um astronauta numa estação espacial («Is this what these people are doing in space stations? Powerpoint presentations???»); falou-se ainda da razão para usar o Powerpoint como meio artístico («I thought I had a medium all for myself!»).
E acima de tudo, deu para aprender duas coisas fundamentais: a primeira, o que fazer quando a tecnologia falha, tem uma resposta simples, pelo menos para um músico como Byrne - puxar da guitarra; a segunda, como safar-se duma pergunta difícil ou simplesmente estúpida, como acaba sempre por ocorrer em conferências desta dimensão, prefiro reservar para mim, para poder usar numa ocasião adequada.
A conferência foi transmitida em directo pela web, agora resta apenas o arquivo.

Última apreciação: David Byrne = Kosmo Kramer!

[UPDATE: Eis outros blogs que mencionam a conferência:
Hong Qu
cheesebikini
cma104
art.blogging.la
ophelia's art blog]

1 Comentários:

At 2:40 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

Só agora vim ao Blog. muito giro, com direito a fotos e mapas. I see you are having a laugh!!!
Um abraço, Rita (Lisboa na mesma, claro)

 

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6.3.05

Matrículas personalizadas III a VII

KNEESEA

GKQ

LADY CM

CATBA

GRG I

2 Comentários:

At 3:36 da manhã, Anonymous Anónimo escreveu...

A melhor maneira de ver o tempo em Berkeley é capaz de ser esta:
http://sv.berkeley.edu/view/index.html
Não só se vê o tempo que faz mas muito mais.

 
At 10:21 da tarde, Blogger Jorge M. Rosa escreveu...

Obrigado. Logo que possa, acrescento aos links.

 

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The divine invasion


Quase de certeza a igreja que Philip K. Dick frequentava em Berkeley (mas quero confirmar): a St. Mark's Episcopal Church na Bancroft Way, também na zona limítrofe da UCB.

A paixão da escrita


Uma loja de máquinas de escrever antigas na Bancroft Way. Quanto valeria uma que tivesse pertencido a Dick?